Segurança do medicamento

O uso responsável e seguro dos medicamentos é um imperativo e envolve tanto os profissionais como os utentes. Esta interação entre os profissionais e o doente é um dos pilares para a promoção do bem-estar destes últimos e para a sua recuperação face a um processo de doença. Já o sucesso terapêutico no tratamento das doenças depende de múltiplos fatores, que passam pela seleção dos medicamentos adequados, a sua segurança bem como a prescrição, sendo fundamental ainda o papel do utente na sua (correta) utilização.

Saiba mais sobre esta questão no Facebook do CHL durante a “Semana da promoção da segurança do medicamento”, que decorre de 11 a 15 de junho de 2018, integrada no projeto-piloto nacional “Literacia para a segurança dos cuidados de saúde”.

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Nos anexos abaixo saiba como deve conservar os seus medicamentos, e como construir o seu armário ou caixa de farmácia!
Sugerimos que consulte também o portal Uso Responsável do Medicamento.

 

Interação profissional de saúde-paciente é fundamental para garantir o sucesso terapêutico

O uso responsável e seguro dos medicamentos é um imperativo e envolve tanto os profissionais como os utentes. Esta interação entre os profissionais e o doente é um dos pilares para a promoção do bem-estar destes últimos e para a sua recuperação face a um processo de doença. Já o sucesso terapêutico no tratamento das doenças depende de múltiplos fatores, que passam pela seleção dos medicamentos adequados, a sua segurança bem como a prescrição, sendo fundamental ainda o papel do utente na sua (correta) utilização. 
 
Falaremos ainda o que são afinal medicamentos, quais os seus riscos, como podemos reduzir em conjunto os erros de medicação, e de que forma podemos todos contribuir para um uso seguro e racional dos medicamentos! Junte-se a nós, colabore!
 

Afinal, o que é um medicamento?

O medicamento é toda a substância, ou associação de substâncias, que atuam com o intuito de curar ou prevenir doenças, ou os seus sintomas, e é utilizado, por vezes, como meio de diagnóstico médico. 
 
Quando bem utilizados os medicamentos contribuem para a redução da mortalidade e para a melhoria da qualidade de vida. Este impacto positivo pode ser ainda maior se complementado com outros cuidados de saúde, e adjuvado por hábitos de vida saudável, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida em todas as gerações. 
 
Podemos dizer que o prolongamento dos anos e da qualidade de vida nas sociedades ocidentais se deve, em grande parte, ao desenvolvimento da indústria farmacêutica e da investigação a ela associada. Contudo, apesar de todos os benefícios que reconhecemos nos medicamentos, a Organização Mundial de Saúde estima que 50% dos cidadãos em todo o mundo não os tomam corretamente! 
 
Cada um de nós tem um papel muito importante na responsabilização do uso do medicamento, uma vez que somos parte integrante do processo de segurança na sua utilização! Amanhã falaremos sobre os erros mais comuns na toma de medicação! 

Os medicamentos também apresentam riscos. Conheça os erros mais comuns

Apesar de todos os medicamentos apresentarem efeitos secundários, que podemos conhecer através da leitura da bula (o papelinho que acompanha todos os medicamentos), o principal risco associado à toma dos medicamentos é o não cumprimento da sua prescrição. Isto significa que o doente não toma o medicamento na hora certa, pela via indicada (oral, retal, …), ou na dose certa (o que, em doses demasiado elevadas pode causar intoxicação!).
 
Os medicamentos que mais frequentemente representam perigo neste aspeto são os analgésicos, por serem muito utilizados, assim como os sedativos e hipnóticos (são exemplos os medicamentos para dormir), que são frequentemente utilizados por idosos.
 
A seguir falaremos como podemos reduzir ativamente os erros associados à medicação!

Como podemos reduzir os erros de medicação?

Conforme já vimos, os erros de medicação são comuns. Podem ocorrer em diferentes fases: na prescrição, na preparação, na dispensa pela farmácia, na administração pelo próprio utente ou pelo seu cuidador, e até no controlo do efeito que é esperado desse medicamento. Estas falhas podem levar a hospitalizações evitáveis e à necessidade de utilizar ainda mais medicamentos. Muitas destas situações acontecem em pessoas que tomam simultaneamente vários medicamentos (cinco medicamentos ou mais ao mesmo tempo). 
 
Cada um de nós tem um papel muito importante na responsabilização do uso do medicamento, uma vez que somos parte integrante do processo de segurança na sua utilização! Lembre-se:
 
A receita de um medicamento destina-se a uma determinada pessoa, que tem um problema de saúde muito particular, numa fase concreta da sua vida (pelo que não deve ser cedido a outras pessoas);
Mesmo os medicamentos de venda livre devem ser tomados sob aconselhamento de um profissional de saúde, sendo muito importante uma tomada de decisão consciente e responsável por parte do utente;
Os medicamentos são produzidos sob critérios de qualidade muito rigorosos e não devem ser adquiridos por outros canais que não na farmácia (por exemplo através da internet);
Respeite o prazo de validade dos medicamentos;
Mantenha os medicamentos fora do alcance das crianças.
O armazenamento dos medicamentos deve ser efetuado em armário próprio, num local alto, resguardado da luz solar direta, e que seja seco e fresco (como por exemplo um armário na despensa). 
 
Cuide de si, colabore!

Como pode contribuir para o uso racional e seguro dos medicamentos?

Já falámos aqui da importância de contribuirmos todos para o uso seguro dos medicamentos. Vamos agora debruçar-nos sobre as formas concretas de contribuir para o uso racional e seguro dos medicamentos:
 
Optar por medicamentos genéricos: apresentam a mesma segurança e eficácia do medicamento de marca, sendo mais baratos que o medicamento de referência (de marca). Isto deve-se ao facto de as empresas utilizarem a mesma fórmula farmacêutica e dosagem do medicamento de referência, não necessitando de investir na investigação inicial do ciclo do medicamento, tornando assim a sua produção menos dispendiosa, logo menos dispendiosa para o utente, com igual segurança e eficácia;
Não se automedique;
Cumpra o plano terapêutico prescrito pelo médico até ao fim, especialmente no caso de antibióticos;
Sempre que for ao médico leve os medicamentos que está a tomar, para dar a conhecer o seu plano terapêutico e o médico poder despistar possíveis casos de duplicação ou interação medicamentosa;
Informe sempre o médico de alergias ou reações que tenha tido a medicamentos;
Faça sempre por cumprir as orientações dadas pelo seu médico, tomando os medicamentos de forma correta (a dose certa, na hora indicada).
 
Sabemos que muitos doentes têm dificuldade no seguimento de recomendações terapêuticas por parte dos profissionais de saúde, por vezes devido à não compreensão das indicações dadas, ou mesmo ao desconhecimento da sua importância para o sucesso do tratamento. No entanto, há que ter em mente que cumprir as diretrizes é muito importante, e que o não cumprimento resulta muitas vezes em complicações evitáveis, e que podem comprometer os resultados em saúde do doente.
 
Somos todos responsáveis pelo uso seguro dos medicamentos! Colabore!